terça-feira, 29 de julho de 2014

A Tecnologia na Engenharia Civil


             O avanço tecnológico é muito mais do que para o benefício individual. Cada vez mais preocupadas com a sustentabilidade e o bem-estar de seus funcionários, as empresas investem pesado em equipamentos e softwares que otimizem o trabalho, garantindo precisão, rapidez e o mínimo de impacto ambiental.
             A construção civil não está alheia às novidades tecnológicas. Ao contrário do  que muita gente pensa em relação ao setor, nem só de cálculos em papel, massa e tijolo é feita uma construção.
             A engenharia também faz uso de ferramentas informatizadas em seus processos. Cálculos de base, equilíbrio e estabilidade do terreno são realizados com a ajuda de softwares específicos. Assim como no caso da arquitetura, os softwares do tipo CAD são muito utilizados para cálculos e detalhes. Os CAD substituíram as pranchetas, bancadas e réguas há muito tempo. A velocidade com que os projetos são elaborados aumentou substancialmente. 
           Existem muitos avanços tecnológicos que auxiliam o profissional desse mercado. Mesmo assim o AutoCAD, um dos primeiros softwares utilizados neste ramo, ainda é muito usado por causa de sua precisão e detalhamento. No caso da apresentação de projetos, o 3D Studio, software que roda dentro do AutoCAD, assim como o Sketchup, proporciona uma realidade virtual da obra pronta. Existem outros softwares que requerem um computador mais potente, com processador, memória e placa de vídeo de última geração. O foco desses softwares é emocionar o cliente e fazer com que compre não só o produto, mas a ideia.
            A realidade virtual permite transportar o cliente para o futuro, dando a ele uma noção próxima de como vai ficar o imóvel pronto. A apresentação do projeto, em alguns casos, é feita em planilha, mostrando o que há no entorno do imóvel, distâncias de escolas, hospitais, padarias, drogarias, e o tempo que se gasta para percorrer essas distâncias. São citados iluminação pública, índice de criminalidade e até o índice de aprovação das escolas próximas. Tudo isso torna-se mais atrativo mostrado em realidade virtual. 


FONTE: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-01-15/imoveis/2211/CONSTRUCAO-CIVIL-NA-ERA-DA-MODERNIDADE.pnhtml
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Mulheres na Engenharia



O Brasil está longe de ter uma cultura isenta de preconceitos e isso se reflete no campo das profissões. Há, por exemplo, mais homens do que mulheres ocupando cargos executivos, apesar de haver mais mulheres nos cursos superiores. Além disso, as mulheres, em média, estudam mais que os homens, mas ganham menos, inclusive quando exercem as mesmas funções. 

A Engenharia brasileira teve origem na área militar em 1810 e foi estendida aos civis somente em 1874, com a fundação da “Escola Politécnica do Rio de Janeiro”. Hoje, quase 200 anos após seu surgimento no país – e milhares no mundo – ela continua sendo uma ciência predominantemente masculina.

De acordo com os resultados do Censo da Educação Superior, realizado anualmente pelo MEC, o número de mulheres que ingressam na profissão vem sendo incrementado lentamente: em doze anos (de 1991 a 2002) a representatividade feminina em relação ao total de matrículas subiu de 17,4% para 20,3%. Para se ter uma idéia, o curso superior com o segundo menor índice foi a Administração, com um crescimento de 41,1% para 47,5% no mesmo período. Se considerarmos o caso particular da Engenharia Elétrica, esses números são ainda mais baixos. No nosso curso a média de mulheres por período é aproximadamente 4.7, o que representa um percentual de 9% do total de alunos.

Há quem tente explicar essas estatísticas pela hipótese de que as moças têm dificuldade com as ciências exatas. Pode até ser que elas não se interessem tanto pela área quanto os homens, mas aquelas que optam pela carreira com certeza não deixam nada a desejar em termos de competência. Tanto homens quanto mulheres têm plena e igual capacidade de desenvolver as habilidades exigidas pela Engenharia.

Essa prova de competência talvez tenha sido um dos fatores que ajudaram a diminuir a discriminação entre sexos na carreira. O autor Pedro Carlos da Silva Telles menciona no livro “História da Engenharia no Brasil” que houve uma época em que as mulheres não sentavam nas salas de aula com os rapazes, mas em cadeiras especiais, colocadas à frente da primeira fila. É verdade que ainda existe certo grau de “estranhamento” em relação às mulheres engenheiras, mas felizmente as estudantes de hoje já não precisam vivenciar situações como essa.

Mas porque será que o balanço entre homens e mulheres na Engenharia não aumenta na mesma proporção que nas outras profissões? Não parece ser um problema de discriminação ou competência, mas sim de pouco interesse feminino pela carreira. São diferentes as opiniões, mas há um aspecto em que todos nós concordamos: não há nenhuma razão para que as mulheres não ingressem na profissão de engenheiro.


Postagemoriginal: http://bloggerdoengenheiro.blogspot.com.br/2011/06/mulheres-na-engenharia.html 
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